Criminologia Clínica, também chamada de microcriminologia, é o ramo da Criminologia que estuda o autor do delito em sua individualidade. Seu foco é compreender características pessoais, estados mentais e fatores de personalidade relacionados à conduta criminosa, com o objetivo central de prevenir a reincidência criminal. Ao contrário das abordagens macro que observam fenômenos sociais, a clínica trabalha caso a caso, buscando entender o sujeito concreto diante do sistema de justiça e orientar intervenções adequadas.
A Criminologia Clínica vale-se dos princípios e métodos de investigação médico-psicológicos para prevenir a reincidência criminal. (FGV – Delegado de Polícia Substituto / PC-MG / 2025)
Para isso, vale-se dos princípios e métodos de investigação médico-psicológicos: entrevistas clínicas, anamnese, observação do comportamento, testes psicológicos validados, avaliação psiquiátrica e, quando indicado, exames médicos complementares. A análise é realizada por equipe técnica especializada, integrando dados biográficos e clínicos para compor um diagnóstico criminológico individual, que subsidia decisões e programas orientados à redução do risco.
Com base nesses achados, a Criminologia Clínica propõe estratégias de intervenção alinhadas às necessidades do indivíduo, como acompanhamento psicoterápico, tratamento psiquiátrico, manejo de dependências, educação para habilidades sociais e encaminhamentos à rede de saúde. A lógica é que, ao tratar fatores de risco identificados no exame médico-psicológico, aumenta-se a proteção contra recaídas e se diminui a probabilidade de repetição delitiva.
Para provas, guarde a essência: a abordagem clínica não se limita a descrever o crime; ela aplica instrumentos médico-psicológicos para compreender o infrator e orientar medidas concretas de prevenção da reincidência. Bancas frequentemente cobram essa distinção em relação à criminologia de enfoque macroestrutural.