A teoria criminológica que sustenta que a exibição recorrente, em televisão e cinema, de cenas de abuso de drogas, roubos, sequestros e outras condutas delituosas, quando seus protagonistas são alçados a status de heróis ou justiceiros e acabam imitados sobretudo por jovens, é a Teoria da Identificação Diferencial. Ela explica a criminalidade a partir do processo de identificação do indivíduo com modelos de referência, reais ou fictícios, cuja visão de mundo legitima o comportamento desviante.
A corrente de pensamento criminológico que critica a exibição de cenas em televisão e cinema, de abuso de drogas ilícitas, prática de roubos, sequestros, bem como outras condutas delituosas, alçando seus protagonistas a status de “heróis” ou “justiceiros”, fomentando sua imitação pelas pessoas, principalmente jovens, é a Teoria da Identificação Diferencial. (VUNESP – Investigador de Polícia / PC-SP / 2013)
Segundo essa perspectiva, mais do que simplesmente aprender técnicas ou receber definições favoráveis ao crime, a pessoa passa a se ver e a se orientar como as figuras com as quais se identifica. Ao admirar, idealizar e internalizar os valores de tais modelos, o sujeito incorpora justificativas e expectativas que tornam o ato criminoso aceitável. A mídia de massa amplia o alcance desses modelos, oferecendo personagens e narrativas que podem funcionar como guias de conduta para públicos impressionáveis, em especial adolescentes e jovens adultos.
Por isso, a Teoria da Identificação Diferencial critica a glamurização do delito e a transformação de criminosos em ícones de bravura, pois tal estética pode reduzir a reprovação social e estimular a imitação. O alerta não implica censura automática, mas chama atenção para a responsabilidade de produtores de conteúdo e para políticas de prevenção que promovam modelos pró-sociais e o consumo crítico de mídia.
Em provas, quando o enunciado vincula a exibição midiática de crimes à criação de heróis ou justiceiros, com consequente efeito de imitação, a resposta correta é a Teoria da Identificação Diferencial. Ela se distingue de explicações afins por enfatizar o mecanismo de identificação com modelos referenciais como chave para a adesão a comportamentos desviantes.