Franz von Lizst apresentou a ideia de uma “ciência conjunta” para organizar, de forma integrada, o estudo do fenômeno criminal. Esse modelo é tripartido e reúne três ramificações do saber: Direito Penal, Criminologia e Política Criminal. A proposta busca superar visões fragmentadas, articulando a dimensão normativa, a investigação empírica do crime e a orientação prática das respostas estatais.
“Em sua obra, Franz von Lizst formulou um modelo tripartido de “ciência conjunta”, que reunia as ramificações do saber que constituem objeto de estudo do Direito Penal, Criminologia e Política Criminal.” (FAPEC – Delegado de Polícia / PC-MS / 2021)
Nesse arranjo, o Direito Penal fornece o arcabouço normativo: define crimes, penas e limites do ius puniendi. A Criminologia estuda o crime como fenômeno social e individual, analisando causas, características do autor e da vítima, e os mecanismos de controle social. Já a Política Criminal transforma conhecimento em diretrizes: seleciona prioridades, orienta criminalizações e descriminalizações, calibra a intervenção penal e estimula medidas alternativas com foco em eficácia e respeito a direitos fundamentais.
Para o concurseiro, entender essa integração tripla é essencial: ela explica por que respostas ao crime não podem se basear apenas na lei penal, devendo dialogar com evidências empíricas e estratégias de gestão do sistema de justiça. Em provas, o ponto central costuma ser identificar que Lizst reuniu Direito Penal, Criminologia e Política Criminal em um único modelo de ciência aplicada ao controle do crime, evidenciando a natureza interdisciplinar do campo.