A Teoria das Janelas Quebradas sustenta que sinais visíveis de desordem e incivilidades — como janelas quebradas, pichação, lixo acumulado e vandalismo — comunicam ausência de controle social e tendem a desencadear a escalada para delitos mais graves. A lógica é que a tolerância à pequena desordem gera mais desordem e, por consequência, aumenta a criminalidade, ao reduzir a coesão comunitária e elevar o medo do crime.
“O trecho acima se refere à teoria das janelas quebradas.” (FGV – Delegado de Polícia / PC-PI / 2026)
Na prática, a teoria defende a pronta intervenção sobre incivilidades e a manutenção do espaço público: consertar rapidamente o que está danificado, limpar áreas degradadas e coibir comportamentos que perturbem a ordem, reforçando normas compartilhadas. Esse enfoque valoriza o fortalecimento do controle social informal e o policiamento de ordem pública, frequentemente associado a estratégias de policiamento orientado para problemas e ações de prevenção situacional.
Em provas, é comum que um enunciado descreva um bairro com sinais de abandono, aumento do medo e, na sequência, crescimento de crimes mais sérios. Quando o texto vincula pequenos sinais de desorganização a um ciclo de deterioração e criminalidade, ele está se referindo à Teoria das Janelas Quebradas. Não confunda o conceito com políticas de “tolerância zero” em sentido amplo: embora estas tenham sido justificadas por leituras da teoria, a formulação original enfatiza a restauração da ordem e da vida comunitária, e não a punição indiscriminada.