Em criminologia, perfilamento criminal é a construção virtual de um conjunto de características do provável autor ainda não identificado. Trata-se de delinear um perfil psicológico, tipológico, social, físico e geográfico de alguém passível de ter cometido um ou mais delitos, incluindo a estimativa de sua área de atuação. É uma ferramenta de apoio à investigação, que ajuda a orientar linhas de apuração e a reduzir o universo de suspeitos com base em indícios comportamentais e contextuais do crime.
“No que concerne ao perfilamento criminal, é correto afirmar que é a construção virtual de um perfil psicológico, tipológico, social, físico e geográfico de um indivíduo não identificado, passível de ter cometido um ou mais delitos, bem como sua área de atuação.” (IBFC – Delegado de Polícia – (Reaplicação) / PC-BA / 2022)
Esse perfil é inferido a partir da análise de elementos como a dinâmica do fato, o modus operandi, eventuais “assinaturas” comportamentais, a escolha e o padrão de vitimização, além das circunstâncias temporais e espaciais dos delitos. Com esses dados, o analista pode levantar hipóteses sobre traços de personalidade, nível de organização, hábitos, rotinas, habilidades específicas e, por meio do componente geográfico, estimar locais prováveis de residência, trabalho ou deslocamento do autor, contribuindo para mapear sua área mais provável de atuação.
Importa destacar que o perfilamento é uma construção virtual: um modelo inferencial que gera hipóteses investigativas testáveis, e não uma prova conclusiva. Ele deve ser integrado a outras técnicas de polícia judiciária, como perícias, oitiva de testemunhas e investigações de campo. Em geral, a ferramenta mostra-se especialmente útil em séries criminais e padrões repetitivos de delito, quando o comportamento do autor permite maior consistência nas inferências sobre quem ele é e onde costuma atuar.