Na Criminologia moderna, os objetos de estudo são quatro pilares: o crime, o criminoso, a vítima e o controle social. Essa delimitação orienta as pesquisas empíricas e teóricas sobre o fenômeno criminal, permitindo compreender não apenas a infração em si, mas os sujeitos envolvidos e as respostas que a sociedade estrutura para lidar com a criminalidade. Memorizar esse quarteto é essencial para a prova e serve de mapa mental para organizar a matéria.
“São objetos de estudo da Criminologia moderna o crime, o criminoso, a vítima e o controle social.” (VUNESP – Escrivão de Polícia Civil / PC-SP / 2014)
O crime, na perspectiva criminológica, é visto como um fato social que ultrapassa a definição meramente jurídica. Interessa investigar sua ocorrência no tempo e no espaço, suas causas e correlações com fatores econômicos, culturais e ambientais, bem como seus impactos sobre a comunidade. Ao adotar métodos empíricos, a Criminologia busca explicar por que, onde e como certos delitos acontecem, subsidiando prevenção e políticas públicas.
O criminoso é estudado não para rotulá-lo, mas para compreender trajetórias, motivações e contextos de risco. Pesquisas analisam socialização, vínculos, oportunidades, processos de escolha e influência de grupos, entre outras variáveis, rejeitando explicações simplistas. Já a vítima ganha centralidade com a vitimologia, que investiga perfis de vitimização, vulnerabilidades, consequências do delito e necessidades de apoio e reparação, contribuindo para respostas mais humanas e eficazes.
Por fim, o controle social abrange tanto mecanismos formais (leis, polícia, Ministério Público, Judiciário, sistema prisional) quanto informais (família, escola, mídia, comunidade), examinando como normas e instituições previnem, reagem e, às vezes, produzem efeitos indesejados, como seletividade e estigmatização. Entender a interação entre esses quatro objetos — crime, criminoso, vítima e controle social — é chave para interpretar questões de prova e casos práticos cobrados pelas bancas.