Na Sociologia Criminal, duas abordagens aparecem de forma consagrada nas provas e na literatura: as Teorias Multifatoriais e a Teoria ecológica da Escola de Chicago. Em conjunto, elas oferecem lentes complementares para entender por que e onde o crime acontece, conectando variáveis sociais, econômicas e urbanas a padrões de criminalidade. Para fins de concurso, é essencial reconhecer essas duas vertentes como referências clássicas de explicação sociológica do delito.
São consagradas na Sociologia Criminal: Teorias Multifatoriais e Teoria “ecológica da escola de Chicago”. (VUNESP – Defensor Público Substituto / DPE-RO / 2017)
As Teorias Multifatoriais partem da ideia de que o crime não decorre de uma única causa, mas da interação de múltiplos fatores que se combinam no tempo e no espaço. Entram nesse mosaico condições socioeconômicas, vínculos comunitários, contexto cultural, acesso a oportunidades, trajetórias escolares e laborais, além de respostas institucionais. Em vez de um determinismo simples, essas teorias destacam a convergência de influências e a forma como elas se potenciam, explicando variações de comportamento em indivíduos e grupos dentro de ambientes específicos.
Já a Teoria ecológica da Escola de Chicago foca na organização espacial da cidade e em como características dos bairros influenciam taxas de criminalidade. A hipótese central é a da desorganização social: áreas marcadas por alta mobilidade residencial, heterogeneidade populacional e fracos laços comunitários tendem a apresentar mais delitos, independentemente de quem resida nelas. Assim, o território importa: padrões de crime se estabilizam em determinadas zonas urbanas, e políticas que fortalecem coesão social, serviços públicos e redes de vizinhança tendem a reduzir esses índices.
Em síntese, enquanto as Teorias Multifatoriais ampliam o leque causal e mostram o crime como fenômeno complexo e interativo, a perspectiva ecológica destaca o papel do espaço urbano e das dinâmicas comunitárias. Para o concurseiro, dominar essas referências é crucial: além de compreender conceitos e exemplos, é preciso lembrar que, nas assertivas objetivas, ambas são tratadas como teorias consagradas da Sociologia Criminal.