A criminologia da vida cotidiana é uma abordagem que concentra a análise do crime nas rotinas sociais, nos contextos imediatos e nas oportunidades concretas que tornam a infração possível. Em vez de buscar grandes causas estruturais, enfatiza fatores situacionais — como a presença de alvos disponíveis, ausência de guardiões e escolhas racionais — e propõe intervenções práticas para reduzir oportunidades, como desenho ambiental, vigilância e gestão de riscos.
Essa “criminologia da vida cotidiana” identifica-se com o pensamento de defensores e defensoras de políticas de lei e ordem. (FGV – Defensor Público / DPE-RJ / 2021)
Por sua orientação pragmática e foco no controle imediato, essa perspectiva se identifica com o pensamento de políticas de lei e ordem. A lógica é a de reforçar mecanismos de controle no cotidiano, aumentar a capacidade de vigilância e intervenção rápida, responsabilizar indivíduos por suas condutas e priorizar estratégias de prevenção situacional. Na prática, dialoga com medidas de tolerância a desvios reduzida, policiamento orientado a problemas e manutenção estrita da ordem pública.
Em provas de criminologia, essa relação costuma aparecer contraposta a abordagens etiológicas e críticas, que privilegiam explicações macroestruturais. Já a criminologia da vida cotidiana adere a soluções de gestão e eficiência, privilegiando resultados mensuráveis na redução de eventos criminais. Portanto, quando a banca indaga sobre seu alinhamento ideológico, a resposta correta aponta a sua associação com o movimento Lei e Ordem.