A Teoria das Janelas Quebradas, defendida por James Q. Wilson e George L. Kelling, sustenta que a tolerância a sinais mínimos de desordem e incivilidade — como janelas quebradas, pichações, vandalismo leve e perturbações do sossego — transmite a mensagem de abandono e ausência de controle social. Esse cenário, segundo a teoria, favorece a escalada da criminalidade, pois pequenos desvios não reprimidos funcionam como gatilhos simbólicos que encorajam novas violações e, gradualmente, delitos mais graves.
Acerca das teorias sociológicas do crime, é correto afirmar que a teoria das janelas quebradas, defendida por Wilson e Kelling, parte do pressuposto de que a tolerância a pequenos sinais de desordem e incivilidade em espaços urbanos favorece o aumento da criminalidade, legitimando práticas de controle imediato e repressivo. (CESPE / CEBRASPE – Delegado de Polícia Civil / PC-CE / 2025)
A metáfora da “janela quebrada” ilustra esse mecanismo: se um dano permanece sem conserto, ele sinaliza permissividade, multiplicando comportamentos incivis e atraindo oportunidades para crimes. Por isso, a resposta institucional preconizada é a de controle imediato das incivilidades e da desordem, com presença policial ostensiva, intervenções rápidas no espaço urbano e restauração célere da ordem física. Na prática, isso legitima ações de caráter repressivo e proativo sobre condutas aparentemente menores, na expectativa de prevenir a escalada para delitos mais sérios.
Em termos de políticas públicas e de polícia, a teoria fundamenta estratégias voltadas à manutenção da ordem, como patrulhamento a pé, fiscalização de contravenções e correção pronta de sinais de deterioração urbana. Em concursos, é essencial lembrar a premissa central: pequenas desordens negligenciadas tendem a aumentar a criminalidade e autorizam (no marco dessa teoria) respostas estatais imediatas e repressivas. Embora existam críticas quanto a riscos de seletividade e excessos, as bancas cobram a relação causal proposta por Wilson e Kelling e a consequente legitimação do controle de incivilidades.