Perfilamento criminal, ou simplesmente perfil criminal (criminal profiling), é a aplicação integrada de diferentes áreas do conhecimento à investigação policial. Em vez de se apoiar em uma única disciplina, a técnica combina aportes de psicologia, criminologia, antropologia, sociologia, biologia e geografia, entre outras, para auxiliar na compreensão do comportamento delitivo e orientar decisões investigativas.
O perfilamento criminal, ou simplesmente perfil criminal (criminal profiling), reflete a aplicação de conhecimentos múltiplos (psicologia, criminologia, antropologia, sociologia, biologia, geografia etc.) à investigação criminal. (IBFC – Delegado de Polícia – (Reaplicação) / PC-BA / 2022)
Na prática, a psicologia contribui para inferir traços de personalidade, motivações e padrões de conduta; a criminologia oferece arcabouço teórico sobre fatores do crime e da vitimologia; a antropologia e a sociologia ajudam a ler aspectos culturais e contextuais do autor e do cenário do delito; a biologia alimenta hipóteses a partir de indícios físicos e padrões orgânicos; e a geografia sustenta análises espaciais, como o geoprofiling, que relaciona os locais de ocorrência para estimar áreas de atuação do criminoso.
O objetivo é gerar hipóteses investigativas sobre características prováveis do autor, priorizar linhas de apuração, vincular casos com modus operandi semelhantes e otimizar recursos, por exemplo, delimitando zonas de busca. Trata-se de um instrumento de apoio: enriquece a interpretação dos dados já colhidos e orienta novos passos, sempre em conjunto com provas técnicas, diligências e demais métodos tradicionais de polícia judiciária.
Para provas, a palavra-chave é multidisciplinaridade: o perfilamento criminal resulta da convergência de várias ciências na investigação. Memorizar esse núcleo conceitual ajuda a identificar a alternativa correta quando a banca exigir a essência do instituto.