ESTUDE MELHOR E MEMORIZE DE VERDADE ESCOLHENDO SEU COMBO ANKI DELTA FLASHCARDS AGORA! CUPOM ADD

ESTUDE MELHOR E MEMORIZE DE VERDADE - ESCOLHA O SEU COMBO AGORA! ESCOLHA O SEU COMBO AGORA! COPIAR CUPOM

ESCOLHA OU MONTE SEU COMBO AGORA! CUPOM ADD10

Como os efeitos deteriorantes do encarceramento deslegitimam a função de prevenção especial positiva da pena?

Na criminologia, a prevenção especial positiva atribui à pena a função de promover a responsabilização do condenado e sua reintegração social, reduzindo a reincidência por meio de aprendizado normativo e fortalecimento de vínculos pró-sociais. Porém, na prática carcerária, os efeitos deteriorantes do encarceramento caminham em sentido oposto, minando a eficácia dessa finalidade e, por consequência, deslegitimando essa função da pena.

⚠️ Já caiu em prova!

Os efeitos deteriorantes do encarceramento relacionam-se à deslegitimação da função da pena de prevenção especial positiva. (FCC – Defensor Público / DPE-SC / 2021)

O ambiente prisional costuma potencializar a prisionização, com perda de autonomia, ruptura de vínculos familiares e laborais, estigmatização e exposição à subcultura carcerária. Em vez de desenvolver habilidades e valores compatíveis com a vida em liberdade, o preso frequentemente vivencia violência, ociosidade e aprendizado criminal, acumulando déficits psicológicos e sociais que dificultam o retorno ao convívio comunitário.

Esses resultados concretos entram em contradição direta com o propósito ressocializador: se a pena deveria fortalecer competências e oportunidades, mas a prisão deteriora capacidades, multiplica rótulos e amplia vulnerabilidades, a promessa de prevenção especial positiva perde credibilidade. A finalidade anunciada não se realiza no cotidiano do cárcere, o que conduz à sua deslegitimação enquanto justificativa do encarceramento.

Daí a relevância, em política criminal e execução penal, de privilegiar medidas em meio aberto, programas de apoio pós-pena e alternativas ao cárcere que reduzam danos e favoreçam a reintegração. Enquanto persistirem os efeitos deteriorantes do aprisionamento, a prisão tende a falhar como instrumento de prevenção especial positiva, servindo mais à reprodução de problemas do que à sua solução.

Domine Criminologia para concursos!

Nossos flashcards organizam a teoria e os pontos mais cobrados em provas — perfeitos para revisões rápidas e memorização eficiente.

Conhecer o Material Completo

Leia também:

Leia também:

Como se chama o processo de adaptação do preso à cultura prisional?

Na criminologia, o fenômeno pelo qual a pessoa privada de liberdade assimila e internaliza os valores, normas e hábitos próprios da vida carcerária recebe o nome de prisionização. Trata-se de um processo de adaptação ao ambiente prisional, no qual o indivíduo aprende como se portar para sobreviver e obter recompensas

Leia Mais »

O que é prisionização secundária e como a mediação estatal das relações familiares a produz?

Prisionização secundária é uma categoria da criminologia que descreve os efeitos do cárcere que transbordam o interior da prisão e atingem familiares e pessoas do círculo do apenado. Embora não estejam formalmente privados de liberdade, esses sujeitos passam a vivenciar controles, restrições e estigmas decorrentes da pena. Em outras palavras,

Leia Mais »

Por que, segundo Foucault em Microfísica do Poder, a prisão não foi abandonada mesmo produzindo delinquentes?

Em Microfísica do Poder, Michel Foucault demonstra que a instituição prisional, concebida no discurso como instrumento de correção e emenda moral, revelou desde cedo a sua ineficácia reformadora. Longe de reeducar, a prisão organiza e intensifica práticas ilícitas, consolidando trajetórias criminais e constituindo uma categoria social de “delinquentes”. Essa percepção

Leia Mais »