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Em que se baseia o funcionalismo sistêmico no Direito Penal e qual é seu postulado central?

No campo da dogmática penal, o funcionalismo sistêmico parte da ideia de que a sociedade contemporânea exige respostas intensas de controle, razão pela qual se constrói sobre a necessidade de exclusão de certos sujeitos e condutas. Essa exclusão, típica de um Estado de exceção, deixa de ser episódica e passa a operar como regra ou normalidade para atender às demandas político-criminais da sociedade pós-moderna. O extrato dessa orientação concentra-se no postulado de vigência da norma e identidade social.

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“O funcionalismo sistêmico se constrói da necessidade de exclusão, típica de um Estado de exceção, como regra ou normalidade, visando atender-se às exigências político-criminais da sociedade pósmoderna, cujo extrato é o postulado: vigência da norma e identidade social.” (MPE-PR – Promotor Substituto / MPE-PR / 2016)

Nessa perspectiva, a função central do Direito Penal não é somente retribuir a violação, mas sobretudo reafirmar publicamente que a norma continua válida e eficaz. Para tanto, normalizam-se mecanismos de exceção que servem para estabilizar expectativas em um contexto de riscos e incertezas próprios da pós-modernidade. A excepcionalidade, então, converte-se em técnica ordinária de governança penal, com forte ênfase preventiva e simbólica.

O postulado da vigência da norma significa que a resposta penal deve restaurar e comunicar a validade das expectativas normativas abaladas pelo delito. Já a identidade social envolve a preservação de uma autoimagem coletiva, demarcando quem está “dentro” do círculo de confiança social e quem se coloca “fora”, como ameaça à estabilidade do sistema. Por isso, punição e criminalização funcionam como comunicações que repõem a normalidade, ainda que ao custo da exclusão.

Para provas, é decisivo associar o funcionalismo sistêmico a essa lógica de exclusão normalizada a serviço das exigências político-criminais da sociedade pós-moderna, sintetizada no binômio vigência da norma/identidade social. Essa chave ajuda a compreender por que a teoria enfatiza respostas preventivas e a manutenção da ordem simbólica, temas recorrentes em itens objetivos e discursivos.

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