Quando se afirma que a criminologia é interdisciplinar e adota o empirismo como método, está-se destacando que ela integra saberes de diferentes áreas (como sociologia, psicologia, medicina, estatística e direito) para compreender o fenômeno criminal a partir da realidade concreta. Essa postura metodológica traduz-se no emprego de um método analítico voltado a decompor o objeto de estudo e, a partir daí, construir uma análise indutiva.
Afirmar que a criminologia é interdisciplinar e tem o empirismo como método significa dizer que esse ramo da ciência utiliza um método analítico para desenvolver uma análise indutiva. (CESPE – Delegado de Polícia Civil / PC-MA / 2018)
O empirismo significa partir da observação e da experiência: coletam-se dados do mundo real — registros, entrevistas, estudos de caso, levantamentos estatísticos, pesquisas de campo — e, com base nesses fatos, formulam-se conclusões. Trata-se de raciocínio indutivo, que vai do particular ao geral, identificando padrões e regularidades para explicar o crime, o autor, a vítima e as respostas sociais ao delito.
Para que essa indução seja sólida, a criminologia utiliza um método analítico, isto é, examina o fenômeno por partes, isolando variáveis relevantes e relações causais antes de recompor o quadro global. Essa análise fragmentada e criteriosa permite transformar evidências empíricas em conhecimento científico sobre o delito e orientar políticas de prevenção e controle baseadas em resultados, e não apenas em pressupostos teóricos.
Em síntese, a interdisciplinaridade oferece os instrumentos teóricos e técnicos, o empirismo fornece os dados da realidade, e o método analítico organiza essas informações para produzir uma análise indutiva consistente. É exatamente esse encadeamento que caracteriza o modo de fazer científico da criminologia contemporânea.