Raffaele Garofalo, expoente da Escola Positiva italiana, propôs uma tipologia de delinquentes que aparece com frequência nas provas de Criminologia. Segundo o autor, os infratores podiam ser agrupados em três categorias: criminoso assassino, criminoso enérgico ou violento e ladrão ou neurastênico. A intenção era reconhecer perfis comportamentais predominantes para compreender a periculosidade e orientar as respostas penais de sua época.
“Raffaele Garofalo classificava os criminosos nas três categorias seguintes: criminoso assassino, criminoso enérgico ou violento, e ladrão ou neurastênico.” (CESPE / CEBRASPE – Delegado de Polícia / PC-PE / 2024)
O criminoso assassino é aquele cuja conduta se orienta para a supressão da vida, com predisposição a homicídios e atentados letais. Já o criminoso enérgico ou violento distingue-se pelo emprego de força e agressividade contra pessoas ou coisas, evidenciando impulsividade e hostilidade em atos de violência física.
Por sua vez, o ladrão ou neurastênico corresponde ao perfil voltado a delitos patrimoniais, com tendência à subtração e à fraude. Garofalo associava essa classe a traços de instabilidade nervosa, o que facilitaria a repetição de condutas furtivas. Para fins de prova, o essencial é memorizar a tripartição exatamente como formulada pelo autor, pois muitas bancas cobram literalmente a nomenclatura dessas três classes.