Na Escola Positiva, representada por Cesare Lombroso, o crime deveria ser compreendido por meio de fatos observáveis e relações de causa e efeito. Lombroso propôs a adoção do método empírico-indutivo (ou indutivo-experimental), que parte da observação e da experimentação para, a partir de múltiplos casos, formular generalizações. Essa abordagem se encaixa no causalismo explicativo do positivismo: em vez de especulações abstratas, buscavam-se causas mensuráveis que explicassem o comportamento criminoso.
“Lombroso propôs a utilização de método empírico-indutivo ou indutivo-experimental, que se ajustava ao causalismo explicativo defendido pelo positivismo. Efetuou, ainda, estudos intensos sobre as tatuagens, constatando uma tendência à tatuagem nos dementes.” (IBFC – Delegado de Polícia / PC-BA / 2022)
Aplicando esse método, o pesquisador coletava dados concretos, comparava ocorrências e extraía inferências gerais, sempre sustentadas por evidências. A ênfase estava na coleta sistemática de informações e na verificação empírica, com pretensão de explicar o fenômeno criminal por nexos causais, e não apenas descrevê-lo. Por isso, a produção de conhecimento se dava de baixo para cima: dos fatos singulares para as leis gerais, exatamente como preconiza a indução experimental.
Dentro desse programa empírico, Lombroso realizou estudos intensos sobre tatuagens. Em suas observações, constatou uma tendência à tatuagem nos dementes, isto é, identificou maior incidência de tatuagens entre indivíduos acometidos por demência. Esse achado, alinhado ao seu enfoque causal, ilustra como particularidades observáveis do corpo eram examinadas para sustentar explicações sobre o comportamento e as condições mentais relacionadas ao crime.