Sim. Em criminologia, a prevenção secundária compreende políticas e intervenções focadas em grupos, locais e situações com maior risco de envolvimento em delitos. Nessa lógica, programas de prevenção policial voltados à comunidade — como a conhecida rede de vizinhos — são exemplos clássicos de medidas secundárias, pois atuam de modo direcionado onde há maior probabilidade de ocorrência de crimes, buscando inibir oportunidades e detectar precocemente comportamentos suspeitos.
Como exemplo de prevenção secundária estão as políticas públicas que envolvem programas de prevenção policial, como rede de vizinhos. (CESPE / CEBRASPE – Defensor Público Substituto / DPE-RO / 2023)
A rede de vizinhos fortalece vínculos comunitários, estimula a vigilância natural e a comunicação rápida com a polícia, criando um ambiente menos favorável à prática delitiva. Como política pública, integra estratégias de policiamento comunitário e de resolução de problemas, com mapeamento de áreas sensíveis, troca de informações e orientação para prevenção situacional. O resultado esperado é a redução de ocorrências em pontos e horários críticos, por meio de presença ativa, cooperação e respostas rápidas.
É útil distinguir: a prevenção primária atua em causas amplas e estruturais (como educação e urbanismo), a prevenção secundária incide seletivamente sobre grupos e locais de risco — caso dos programas policiais comunitários, inclusive a rede de vizinhos — e a prevenção terciária volta-se à contenção da reincidência e à reintegração após o delito. Em provas, a classificação da rede de vizinhos na prevenção secundária é recorrente, exatamente por seu caráter focalizado e cooperativo entre comunidade e forças de segurança.