Prevenção terciária, no âmbito da criminologia, tem como foco o preso, buscando sua recuperação por meio de medidas socioeducativas. Seu objetivo primordial é reduzir a reincidência e promover a reinserção social do condenado, com intervenções orientadas à mudança de trajetórias e ao fortalecimento de habilidades pró-sociais. Ao privilegiar a recuperação, essa modalidade vai além da contenção, visando transformar condições pessoais e sociais que favoreceram a prática delitiva.
A prevenção terciária tem como foco o preso, visando sua recuperação por meio de medidas socioeducativas. (VUNESP – Delegado de Polícia Civil / PC-RR / 2022)
Essas medidas socioeducativas abrangem programas de escolarização, qualificação profissional, atendimento psicológico e social, atividades laborativas e culturais, além do incentivo à manutenção de vínculos familiares e comunitários. A lógica é oferecer suporte estruturado para que o indivíduo desenvolva competências, reestruture projetos de vida e encontre oportunidades lícitas ao deixar o cárcere. Quando bem implementadas, tais ações aumentam a autonomia do apenado e diminuem fatores de risco associados ao retorno ao crime.
Diferentemente da prevenção primária (voltada ao conjunto da sociedade) e da prevenção secundária (direcionada a grupos ou situações de risco), a prevenção terciária concentra-se na pessoa já condenada e privada de liberdade, articulando-se com a execução penal e com o acompanhamento do egresso. Em suma, o foco está no preso e na sua recuperação por meio de medidas socioeducativas, consolidando uma abordagem humanizada e eficaz de controle do crime orientada à reabilitação.