Nas Escolas Penais, Cesare Lombroso, médico e criminólogo italiano do século XIX, é amplamente reconhecido como um dos principais expoentes da Escola Positivista. Essa corrente deslocou o foco do crime em si para o estudo científico do criminoso, buscando causas observáveis que explicassem a conduta delitiva. Em provas, a associação “Lombroso – Escola Positivista” é direta e recorrente.
No que concerne às Escolas Penais, Cesare Lombroso, autor italiano, é apontado como um dos principais expoentes da Escola Positivista. (VUNESP – Delegado de Polícia / PC-SP / 2022)
A Escola Positivista nasce sob a influência do positivismo científico, valorizando a observação empírica, a estatística e a experimentação. Em oposição à Escola Clássica, que enfatizava o livre-arbítrio e a responsabilidade moral, os positivistas defendiam uma visão causal e determinista do comportamento criminoso, investigando fatores biológicos, psicológicos e sociais. O objetivo era compreender o delinquente para melhor prevenir o crime e orientar a reação social.
Lombroso destacou-se ao propor a teoria do “criminoso nato”, no contexto da chamada antropologia criminal, sugerindo que certos indivíduos apresentariam traços atávicos associados à criminalidade. Embora suas conclusões tenham sido posteriormente objeto de críticas científicas e éticas, sua obra marcou a transição para uma criminologia de base empírica e influenciou autores como Enrico Ferri e Raffaele Garofalo, também ligados à Escola Positivista.