A Teoria Ecológica, também chamada de Teoria da Desorganização Social, surgiu na primeira metade do século XX na Universidade de Chicago. Sua tese central é que o crime não é apenas fruto de características individuais, mas um fenômeno associado ao espaço urbano, especialmente a certas áreas naturais da cidade. Em outras palavras, a localização e a dinâmica social de determinados bairros ajudam a explicar por que ali se concentram maiores taxas de delinquência.
Na primeira metade do século passado, floresceu, na Universidade de Chicago, a chamada teoria ecológica ou da desorganização social, que considerava o crime um fenômeno ligado a áreas naturais. — diversas bancas
O conceito de áreas naturais descreve zonas da cidade que, por força de processos urbanos como industrialização, migração e crescimento desordenado, desenvolvem padrões próprios de vida social. Onde há desorganização social — enfraquecimento de laços comunitários, rotatividade de moradores, precariedade de moradia e baixa coesão — os mecanismos informais de controle (família, vizinhança, escola, redes locais) perdem força, criando um ambiente propício para o aumento do crime.
Pesquisadores vinculados à Escola de Chicago mapearam a ocorrência de delitos e observaram sua concentração espacial em certos bairros, sobretudo zonas de transição marcadas por instabilidade e desagregação comunitária. Um achado clássico foi que, mesmo com a substituição dos moradores ao longo do tempo, as taxas de crime permaneciam elevadas nas mesmas áreas, reforçando a ideia de que o fator determinante era o ambiente social local — e não as características individuais de quem ali residia.
Para a prova, a chave é associar a teoria à ecologia urbana, à Universidade de Chicago e à primeira metade do século XX, entendendo que o crime é explicado pela desorganização social das áreas naturais e pela perda de controle social informal. Diante de enunciados que enfatizem espaço urbano, vizinhança e padrões territoriais do delito, a referência correta é a Teoria da Desorganização Social.