ESTUDE MELHOR E MEMORIZE DE VERDADE ESCOLHENDO SEU COMBO ANKI DELTA FLASHCARDS AGORA! CUPOM ADD

ESTUDE MELHOR E MEMORIZE DE VERDADE - ESCOLHA O SEU COMBO AGORA! ESCOLHA O SEU COMBO AGORA! COPIAR CUPOM

ESCOLHA OU MONTE SEU COMBO AGORA! CUPOM ADD10

Como a teoria da prevenção geral negativa legitima novas incriminações no Brasil?

A teoria da prevenção geral negativa, de matriz utilitarista, sustenta que a pena cumpre função de intimidação coletiva: ao ameaçar a sociedade com sanções, desestimula-se a prática de crimes. No plano das políticas criminais, esse raciocínio é frequentemente mobilizado para justificar a criação de novos tipos penais e o aumento de penas, sob o argumento de que a ampliação do risco de punição produziria efeito dissuasório generalizado.

⚠️ Já caiu em prova!

“A teoria da prevenção geral negativa é utilizada como discurso legitimador de novas incriminações, a despeito de dificuldades empíricas de sua comprovação na realidade brasileira.” (FCC – Defensor Público / DPE-AM / 2018)

No entanto, conforme reconhece a criminologia crítica brasileira, há dificuldades empíricas relevantes para comprovar, na nossa realidade, que novas incriminações e agravamentos penais gerem efetiva redução da criminalidade. Faltam evidências consistentes de causalidade direta entre endurecimento penal e diminuição de delitos, em especial quando persistem problemas estruturais de investigação, processo e execução penal. Apesar disso, a prevenção geral negativa segue sendo utilizada como discurso legitimador para expandir o poder punitivo do Estado.

Para provas de concurso, é essencial relacionar esse ponto aos processos de criminalização, sobretudo à criminalização primária, em que o legislador define o que será crime. Nesse estágio, a retórica da prevenção geral negativa aparece como fundamento político-criminal para “responder” à insegurança social com novas leis penais, mesmo quando a comprovação de sua eficácia é frágil no contexto brasileiro. Saber identificar esse emprego retórico e suas limitações é diferencial em questões objetivas e discursivas.

Domine Criminologia para concursos!

Nossos flashcards organizam a teoria e os pontos mais cobrados em provas — perfeitos para revisões rápidas e memorização eficiente.

Conhecer o Material Completo

Leia também:

Leia também:

Qual a diferença entre criminalização primária e secundária na criminologia?

Na criminologia, os processos de criminalização explicam como condutas e pessoas passam a ser alcançadas pelo sistema penal. Fala-se em criminalização primária e criminalização secundária. A primeira é realizada pelos legisladores e corresponde ao ato e efeito de sancionar lei penal material que incrimina ou permite a punição de determinadas

Leia Mais »

Como, segundo Foucault em Microfísica do Poder, a criação de um meio delinquente serviu aos interesses da burguesia?

Segundo Michel Foucault, em sua obra Microfísica do Poder, a modernidade penal não apenas puniu condutas, mas produziu a delinquência como categoria social. A articulação entre polícia, justiça e prisão constituiu um meio delinquente profissionalizado, infamante e segregado, distinto dos antigos ilegalismos amplamente tolerados. Ao isolar certos sujeitos e marcar

Leia Mais »

Por que, no paradigma da reação social, é mais adequado falar em criminalização e criminalizado do que em criminalidade e criminoso?

O paradigma da reação social (ou labelling approach) desloca o foco da essência do crime para os processos pelos quais certas condutas e pessoas passam a ser definidas como criminosas. Nessa perspectiva, não se toma a criminalidade como algo dado na realidade, mas como uma construção social resultante de decisões

Leia Mais »