A chamada política de tolerância zero — expressão da corrente neorretribucionista — tem origem nos Estados Unidos e decorre diretamente da Teoria das Janelas Quebradas (Broken Windows). Essa teoria sustenta que sinais de desordem e incivilidade, quando tolerados, comunicam abandono e aumentam a probabilidade de delitos mais graves. A resposta estatal, portanto, deve priorizar a restauração imediata da ordem e a sinalização clara de que desvios — ainda que menores — não serão ignorados.
“A teoria do neorretribucionismo, com origem nos Estados Unidos, também conhecida por “lei e ordem” ou “tolerância zero” é decorrente da “Teoria das Janelas Quebradas”.” (VUNESP – Escrivão de Polícia Civil / PC-SP / 2014)
Nesse contexto, a chamada agenda de lei e ordem adota intervenções céleres e visíveis contra pequenas infrações e incivilidades, com forte presença policial e políticas de manutenção do espaço urbano. A premissa é simples: ao coibir o pequeno, previnem-se escaladas para o grande. Trata-se de uma orientação preventiva voltada ao ambiente, mais do que ao indivíduo, coerente com a lógica das janelas quebradas.
Em termos conceituais, neorretribucionismo, lei e ordem e tolerância zero funcionam como rótulos próximos para descrever uma postura mais firme de responsabilização e de recomposição da ordem pública. Em provas, é essencial lembrar a tríade cobrada pelas bancas: origem norte-americana, vinculação aos slogans lei e ordem/tolerância zero e, sobretudo, a derivação da Teoria das Janelas Quebradas — ponto que costuma ser o núcleo da pergunta.