A Tolerância Zero é um modelo de política criminal que ganhou projeção a partir de 1994, quando Nova York, sob a administração do prefeito Rudolph Giuliani, passou a adotar policiamento ostensivo nas ruas e punições severas para contravenções e crimes menores. A ideia central era responder com firmeza a infrações de menor potencial ofensivo, reforçando a sensação de ordem e desestimulando a prática de delitos.
A partir de 1994, sob a administração de Rudolph Giuliani como Prefeito de Nova York (EUA), implementou-se um modelo de política criminal com vistas ao policiamento ostensivo nas ruas e adoção de punições severas a contravenções e crimes menores. Este modelo veio a ser conhecido como Tolerância zero. (FGV – Delegado / PC-SC / 2024)
Na prática, o enfoque recaiu sobre a presença policial constante em áreas estratégicas e na intervenção rápida diante de ocorrências consideradas de baixa gravidade. O propósito era sinalizar que pequenas violações não seriam toleradas, aplicando-se de imediato as sanções previstas. Esse arranjo pretendia fortalecer o controle formal, reduzir a desordem visível e, como consequência, impactar o ambiente urbano e a dinâmica criminal.
Como política pública, a Tolerância Zero se apoia na premissa de que a reação firme a condutas menos graves contribui para prevenir delitos mais sérios, ao ampliar a percepção de fiscalização e a certeza da punição. Em concursos, o ponto mais cobrado costuma ser sua origem histórico-geográfica (Nova York, em 1994, na gestão Giuliani) e seus elementos centrais (policiamento ostensivo e sanções rigorosas a contravenções e crimes menores), exatamente como afirma a literatura de criminologia e o enunciado oficial das bancas.