Na tradição da Escola Positiva da criminologia, Cesare Lombroso destacou-se por introduzir o método empírico-indutivo como eixo de investigação científica do crime. Em vez de partir de princípios abstratos e deduções apriorísticas, Lombroso observava casos concretos, coletava dados e, a partir deles, construía generalizações sobre o fenômeno criminal. Esse enfoque prático, baseado na observação sistemática e na indução, é apontado como sua principal contribuição à criminologia.
Um dos expoentes da escola positivista da criminologia, Cesare Lombroso, adotou o método empírico-indutivo em suas investigações, sendo essa sua principal contribuição para a criminologia. (CESPE / CEBRASPE – Delegado de Polícia Civil / PC-CE / 2025)
O método empírico-indutivo pressupõe que o conhecimento válido decorre da análise de evidências reais: levantamento de informações, comparação de padrões e formulação de hipóteses com base no que os dados revelam. Lombroso aplicou essa lógica examinando indivíduos, registros prisionais e hospitalares, e outros elementos verificáveis. Assim, deslocou o estudo do crime do campo puramente filosófico para um terreno de pesquisa com pretensão científica, no qual a observação direta e a coleta de dados guiam as conclusões.
Para o concurseiro, é essencial fixar que, dentro da Escola Positiva, Lombroso não é lembrado prioritariamente por teses específicas, mas por ter consolidado uma postura metodológica voltada à realidade empírica do crime. Em contraste com a Escola Clássica, que valorizava explicações normativas e o livre-arbítrio a partir de raciocínios dedutivos, a proposta lombrosiana enfatizou causas observáveis, aproximação científica e generalizações construídas indutivamente. Em prova, a resposta correta enfatiza justamente essa virada metodológica como seu maior legado.